Produção acadêmica do Brasil vs. produção da Ivy League — parte 1

Produção acadêmica do Brasil vs. produção da Ivy League — parte 1

Quando eu vejo matérias com o título “Estudante do MIT cria bláblá” meu primeiro pensamento é “ok, a gente aqui na Universidade também poderia ter feito isso”. Escrever o TCC está fazendo com que eu me envolva pela primeira vez com a produção acadêmica (nunca havia produzido algo acadêmico durante o curso) (não me orgulho, mas é a verdade). Fiquei curiosa pra descobrir a diferença entre a produção acadêmica das Universidades da Ivy League e a minha (UFPE), precisava encontrar um tema para um projeto de Visualização de Dados e vi que seria a deixa perfeita pra investigar isso.

Meu pensamento inicial era comparar os trabalhos estritamente a partir do viés acadêmico (contribuição para outras pesquisas, citações etc.). Sem perceber eu estava indo para o lado que mais odeio na academia: ser bem aceito no meio quase sempre depende do seu status de pesquisador. Isso também é verdade em outras áreas da sociedade, mas no meio acadêmico este fenômeno tem muito mais força (aqui, descobri porque eu nunca me envolvi com a academia durante o curso).

Voltando para as matérias dos jornais sobre os trabalhos dos estudantes, os trabalhos que são publicados nos jornais não são necessariamente os mais bem sucedidos no meio, i.e. os que tem maiores citações. O objetivo do projeto vai ser tentar descobrir o que estes trabalhos que ficam famosinhos tem em comum. Minha hipótese é que eles criam ou exploram algo que pode ser diretamente aplicado na sociedade. No geral, o objetivo é tentar medir o impacto dos trabalhos.

Na pesquisa vamos analisar abstracts de trabalhos de graduação produzidos na UFPE e no MIT (utilizando NLP) para depois fazer uso da visualização de dados e tentar extrair conclusões mostrando as diferenças entre as Universidades.

O que queremos com o projeto não é pregar que os trabalhos puramente acadêmicos não tem importância, é tentar mostrar um outro caminho para que as Universidades do Brasil se destaquem. Se competir com a produção científica deles é quase impossível, a gente pode partir para outra briga e fazer eles olharem pra nós por conta da inovação dos nossos trabalhos.

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